domingo, 19 de dezembro de 2010

Rios de Amor

Eu estava ali, aos pés do vento
Enquanto o vento me acariciava
Estava no céu, longe do tempo
Uma estrela me cadenciava
Vagas lembranças de um coração
Fui o campo verde onde você descansou
Fui a voz que lá do sertão te chamou
Você disse: "Não, não"
E chorou
Aves cantantes
Matas gigantes
Solos plantantes em flor
Rios de amor
Caso te acometa a saudade
Vou deixar aberta a porteira
Tão sozinha nesta cidade
A pensar em mim a noite inteira
Você diz que quer mas não vem
Eu não posso te obrigar a tentar ser feliz
Se você vier, meu bem, virá porque quis
Só te peço: "Vem, vem, meu amor"
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A Graça de Amar

Depois de tanto tempo, tanta espera
Finalmente chegou o dia
Novamente diante de ti, quem diria
Vivendo um novo alvorecer, uma nova primavera!

Da ansiedade e do sonho até este novo despertar
Em tudo que hoje nos anima e nos provoca
E que em nossas mãos o destino agora coloca
Com a mesma beleza de uma flor a desabrochar

Por tantos momentos de ternura, de alegria sem fim
Impregnados em meu ser, correndo dentro de mim
Com o ímpeto das águas de um rio a transbordar

Aos teus ouvidos, com a humildade de quem ama, proponho:
Transformemos em realidade todos os nossos sonhos
Vivendo em plenitude essa graça que é amar!

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